Aniversário do iPhone: um marco da comunicação digital

A Apple comemorou nesta quinta-feira, 29 de junho, o aniversário de 10 anos do iPhone. Neste período, o desenvolvimento da tecnologia digital foi tamanho que fica difícil mensurar seu impacto.

No entanto, pode-se afirmar que a evolução dos smartphones inspirou-se no projeto disruptivo da Apple, que ainda dita as inovações no mundo digital, basta olharmos para os produtos e serviços que temos hoje e que foram espelhados no iOS, na App Store, na Siri.

Após o histórico anúncio de seu lançamento, feito por Steve Jobs, nasceu um desejo em escala mundial: todos queriam aquele pequeno dispositivo que se conectava à Internet, permitia a interação pelo touchscreen e ainda produzia imagens excepcionais.

Resultado? Desde 2007, cerca de 1,2 bilhão de iPhones foram vendidos no mundo, segundo o CEO da Apple, Tim Cook.

Desde então, a ubiquidade gerou a hiperconectividade que vem revolucionando a interação social, o acesso e produção de informação, dados e imagens, o consumo, os negócios.

Hoje metade da população mundial tem acesso à Internet (em 2007, eram apenas 20%), 66% possuem um smartphone (o desktop ficou para trás…), no Brasil há mais celulares do que gente, e 37% das pessoas são ativas nas redes sociais (esta era a população mundial em 1955… 😲).

Tudo em apenas 10 anos! O que são 3.650 dias na história da comunicação?

Juntas, estas e outras transformações alteraram completamente todo o mercado da comunicação, forçando a permanente atualização da formação e das práticas cotidianas dos profissionais do Marketing, Jornalismo, Relações Públicas, Design etc.

Por isso, colegas, para nos mantermos vivos… you better work!

As inovações do mundo digital devem orientar cada passo que todos nós damos na profissão, pois ninguém quer ouvir um “sashay away”. Não acompanhar as novidades e implicações do digital pode ser um erro fatal.

 

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Recorders Eyes

Escrevendo um artigo sobre tecnologia, relacionamento virtual, selfies e imagens digitais me lembrei de um episódio da série britânica Black Mirror. Pois é… como meio mundo sou viciada em séries (e filmes), especialmente de tecnologia, cultura hacker, geek, HQ etc. Logo menos escrevo sobre…

Mas este post é sobre o episódio The Entire History of You da primeira temporada da Black Mirror, disponível no Netflix (Amo!). Ele retrata uma cidade com as características de uma metrópole comum, mas com um detalhe: a alta hibridização humano-tecnologia.

No futuro retratado, as pessoas registram em suas memórias todos os momentos de suas vidas por meio de um dispositivo chamado grain, implantado atrás da orelha. Com um controle conectado ao dispositivo, elas podem recuperar e assistir as imagens captadas pelos próprios olhos ou ainda projetá-las em qualquer superfície como na parede da sala ou em outro dispositivo eletrônico como TV ou computador, por exemplo.

Completamente naturalizada pela população, tal tecnologia permite às pessoas reviver momentos prazerosos, deletar os indesejáveis ou ainda serve como mecanismo de controle da vida social sob o pretexto da segurança e transparência.

Em uma passagem do episódio, o personagem Liam Foxwell, ao fazer um check-in no aeroporto, é solicitado pela autoridade de segurança a projetar em um computador toda sua memória nas últimas 24 horas. Somente após a inspeção das imagens vividas naquele período, o homem é liberado para embarcar.

Assustador? Maybe.

Pura ficção científica? Não. Aliás, a concepção ordinária sobre o que seria “ficção” padeceria, segundo Donna Haraway, de uma “ilusão de ótica”, visto que aquilo que denominamos ficção científica seria resultado concreto da realidade social, uma vez que a ciência se antecipa ou projeta nossas ideias.

Em 2015, Google, Samsung e Sony patentearam wearable gadgets muito próximos da realidade futurística da série britânica. Os projetos das empresas consistem em lentes óticas inteligentes, ajustáveis aos olhos humanos, integradas a outros dispositivos eletrônicos e com capacidade de fotografar e filmar tudo o que a pessoa vê. Ou seja, em breve, deixarão de ser protótipos e, assim como os Oculus Rift, Gear VR, HoloLens, Google Cardboard etc., vão ser as grandes novidades das próximas feiras de tecnologia como a CES. Aliás, até pouco tempo, houve quem achasse esses “brinquedinhos” aí coisa de ficção científica…

Alguém pode falar “aí é demais, isso não vai pra frente”. OK. Óbvio que alguns projetos não “pegam” como o Google Glass, por exemplo, que miou depois que as pessoas panicaram com os casos de invasão de privacidade nos EUA, forçando o recuo do Google. Mas ninguém é tolo o bastante para achar que Google, Samsung e Sony investiram milhões nestes projetos à toa né?

A verdade é que o avanço tecnológico é incontornável e nós sempre nos agarraremos a ele, no matter what, para desespero dos tecnofóbicos.

Foi assim com a realidade virtual e a realidade aumentada que agora são exploradas pelas empresas de jornalismo, profissionais de medicina, instituições de ensino, produtores de eventos e, principalmente, pela indústria dos games.

Como será o futuro quando tivermos olhos-câmeras, adaptáveis e interagentes com nosso organismo, conectados à internet e outros dispositivos registrando tudo que vemos e fazemos?

Em breve, saberemos. Se vai ser bom ou não aí é outra coisa…